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Poema para a chuva

  • Foto do escritor: Dani Casagrande
    Dani Casagrande
  • 7 de mar. de 2021
  • 1 min de leitura

Tenho sentido vontade de escrever sobre as tantas coisas lindas que enxergo, que toco, que ouço (hoje um pouco menos e um pouco mais).

É um dom que pareço não ter, o de passar para o papel o que rapidamente sussurra minha mente. A nuvem de pensamentos na qual estou imersa é densa e nebulosa. Às vezes as chuvas, trovoadas, raios me molham, assustam e queimam minha pele e meu coração. A chuva como cura, a chuva como choro. O que é a chuva senão o chorar dos céus?

Cada gota que molha a terra, que faz brotar a semente que caiu, jogada pelo pássaro que despretenciosamente sobrevoa o jardim. Não há acaso, o acaso é a obra do divino, o acaso não é nada mais do que a vontade do universo de procriar.

Terra, Deusa mãe, que gera, deixa brotar, deixa nascer, vê florescer, reproduzir e morrer. Gaia amada que vê na nuvem a benção, o primórdio, o início. Vê no choro do céu a oportunidade da sobrevivência. E assim, com amor e ardor, faz do nascer, morrer, renascer a sua mais pura poesia.

 
 
 

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